domingo, 28 de agosto de 2011

voluntariado e a satisfação que me dá


O valor do voluntariado em minha vida.



Sempre fui uma voluntária incondicional, estudei muitosss anos em uma escola de freiras, o que até hoje não sei se foi bom ou ruim, foi bom. Mas me fez ficar demasiadamente humana, talvez nem tenha sido as influências da escola, talvez seja algo nato mesmo.  

Lá tudo era envolta de solidariedade e companheirismo, muitas coisas religiosas e muitos ensinamentos de valores e princípios. A escola foi onde eu aprendi a me portar, foi a base de toda minha sustentação psicológica, de minha personalidade que estava sendo formada e eu não tinha referenciais positivos pra me basear.

Fiz dos ensinamentos de Deus, base para minhas ações, e assim é até hoje.

Os bons sofrem é o que posso notar, não é prepotência e nem nada, mas ser bom em um mundo cruel é complicado, as pessoas te massacram, porque não são baseadas em ensinamentos e sim em desejos próprios. Só o faz se as convém. Não consigo, na maioria das vezes agir desta forma. Me calo, observo e sigo em frente. Mas ver a forma com que as pessoas conduzem as coisas, confesso. Me machuca.

Vejo pelas pessoas que estudaram comigo, foi diferente, acho que absorvi demais e hoje não sei lidar muito bem com toda minha subjetividade.

Não fui uma santa, longe de mim. Pelo contrario, aprontei poucas e boas naquele ambiente religioso. Mas é natural, coisa de criança.

Mas a essência, acho que o objetivo que eles tinham realmente, foi transmitido a mim em total integridade.

A escola era onde eu me distraia e onde eu criei forças para suportar tudo.

E nesse meio de tempo muitas coisas me distraiam, cheia de entusiasmo e humanismo eu contribuía ardualmente nas campanhas mensais que a escola lançava.

Se era frio saímos arrecadando agasalhos, onde na época isso não era rotineiro como é hoje. Se era dia das crianças, fazíamos um trabalho muito bonito em forma de gincana, arrecadávamos balas e doces, fazíamos saquinhos, lanches, sucos e inúmeras coisas e fazíamos o Sr. Dia das crianças, para alunos da APAE. Era tudo organizado e muito bem arrecadado. Não existia miséria, as crianças se fartavam e acredito que para aquelas que participam, deve ter sido momentos inesquecíveis, assim como foi pra mim.

Extremamente religiosa, (eu né, porque minha família não se envolvia muito), ia a todas as missas e participava de grupos religiosos da minha idade, não só a primeira comunhão como coroações, PJE( pastoral da juventude estudantil) e as demais ações que a escola promovia.

Na primeira comunhão, gostava de fazer parte dos teatros de Jesus, embora nunca me davam papeis  importantes hehehe, mas fazia mesmo assim. Eu queria ser Jesus, mas menina não podia né? Tambem queria ser coroinha, mas menina também não podia! ( hoje pode, nota a evolução e quebra dos preconceitos). Fiquei revoltada, falava mais que o homem da cobra, a professora me colocou pra fora... eu pendurei num postinho daquele de luz, e dei uma rodadinha, lastima! O postinho quebrou! Quase me expulsaram, fui até conversar com o padre, que resolveu me dar uma segunda chance... se meu comportamento mudasse.

Na primeira comunhão, catequese chama na verdade, tinham campanhas também, uma bem marcante foi a do sabonete, tínhamos que arrecadar sabão ou sabonete, e depois seria tudo doado. Semanas e semanas indo de casa em casa de todos os bairros da cidade. Fiz uma observação curisosa, nesta época. As pessoas que mais ajudavam, eram as mais simples, as que tinham mais condições e casas enormes e gigantescas geralmente não colaboravam, e se faziam, era só por fazer, não havia satisfação ou então não nos tratavam bem.

Irônico. Quem pode ajudar, se recusa. Deve ser porque não faz idéia o que é precisar.

E por aí foi, cada ano uma campanha. E eu gostava muito de tudo isso.

Conforme foi passando o tempo, isso de solidário foi ficando mais forte. Na PJE, fizemos muitos movimentos, lá existia a Dona Zezé, que era muito especial e pela infelicidade aconteceram coisas trágicas na vida dela neste período. E foi bem a época que eu estava prestes a sair da escola, porque já não havia mais colegial lá. E tudo ficou diferente.

 Depois eu continuo essas histórias de voluntariados.

Tem muito mais.

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