quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A MUDANÇA


Pronto cheguei, literalmente chutei o pau da barraca e vim com tudo.

Estou em São Paulo com 3 malas e sem nenhuma cuia.

Me senti a verdadeira nordestina, com direito até carregar uma mega blaster mala nas costas... no ombro e com apoio da cabeça.

To me sentindo forte, bem forte. E cansada também, estava pensando, acho que se fosse qualquer outra pessoa, não teria encarado e nem teria feito nada que fiz.  Vai ter força de vontade na puta que pariu...

Eu senti uma coisa um pouco diferente e um tanto estranha hoje.
Assim que o ônibus chegou na cidade, fui observando tudo, as luzes, as empresas, os riachos, o tiete, pessoas no ônibus nem ligando, pessoas combinando coisas, só havia um sentimento dentro de mim: - de me amar.

Naquele momento eu me amei, cada cor q eu via um vibrava por dentro em uma alegria existencial gigantesca. 

Foi assim, liguei pra Julinha pra ver se ela iria estar aqui esta semana, porque havia uma empresa que eu faria uma entrevista, que eu supostamente queria que fosse sexta.

Mas não foi, acordei super tarde, cansada e descansada. Cansada da minha vida e descansada porque descansei demais.

Liguei na empresa e era o ultimo dia de agendamento de entrevista. Agendei pra amanhã, motivo pelo qual tive que fazer tudo correndo, que já eram 2 da tarde.

Roupa na mala, organização do que não estava no lugar, tive q por a moto dentro da sala, minha mãe viajou pra fazer uma cirurgia e ficará 2 meses fora, limpar geladeira, tirar lixos, fazer as 3 malas, pegar tudo e não esquecer nada. Esqueci apenas 2 coisas, meu all star e o estojo da lente. Como já está  precisando vou jogar fora e amanha comprarei outro. O All star pode esperar.

5 quarteiroes carregando 3 malas e dois anjinhos alunos da minha mãe apareceram. Me ajudaram com uma e lá fomos nós.

Cheguei em são Paulo e senti aquela sensação que disse acima, de me amar, de bem estar e de superação, me adoro por seu eu, por toda minha garra e força de vontade.

Fiquei feliz comigo, que determinei e cumpri. Meu corpo está gritando, é dor pra todo lado.

Chegando na rodoviária, peguei o metrô. Ainda bem que o horário favoreceu e estava “vazio”, Julinha me esperava na saída do metro Vila Mariana, me ajudou com uma mala, e me restavam duas, uma nas costas de mochila pesadíssima, sorte que minha mochila é grande, cabe 12 garrafas de cervejas dentro, mas claro, que haviam outras coisas sem ser cerveja hahah.



Chegamos com muitos trancos e barrancos... literalmente me senti mudando do nordeste com a mala nas costas e outra no ombro cabeça, pra ganhar a lutar pela vida na cidade grande. Bem grande hahaha.

É isso... não podia de registrar este dia tão importante e procrastinar com meu amado blog. Que faz parte do meu amado eu.



Vou tomar banho descansar, que amanha é o primeiro dia que acordo aqui ... de muitos outros..



banda que acabei de conhecer...

Ela disse: que você quer escutar?
Eu digo: uma musica de sao paulo
Ela: como? peraí peraí

Lá vai:

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